domingo, 13 de julho de 2003

Vinte e cinco anos e um lacinho cor-de-rosa

Vinte e cinco anos me soa adulto demais e jovem demais ao mesmo tempo. Acordei com cheiro de bolo de chocolate vindo da cozinha, a Amelia cantando “Happy Birthday to yoooou” com o sotaque mais fofo do mundo e o Eric tentando acompanhar com palmas fora de ritmo. Eles juraram que só usariam a chave da minha casa em caso de emergência, e assar um bolo às 6h da manhã com certeza é um desses casos.

Meu presente foi ser a primeira a saber que eles decidiram oficialmente o nome do meu afilhado: Philip Parker. Ela estava entre isso, Frederic e Miles, mas disse que ontem ele deu um chutinho e ela respondeu com "Oi, Philip", e aquilo foi um sinal. Acredito em sinais, em chutes e em coincidências que parecem ter sido escritas pra acontecer.

Por falar em bebês, minha bebezinha Gilbert ganhou seu primeiro lacinho hoje! Amelia apareceu com uma caixinha de presente e dentro tinha o menor laço cor-de-rosa que eu já vi na vida. Prendi na borda do abajur, por enquanto, pra olhar pra ele e lembrar que ela está crescendo (e que precisa de um nominho).

Gwen, minha irmã mais nova, chegou de viagem quando estávamos terminando de assar as carnes pro meu churrasco de aniversário. Desde que Amelia casou e foi morar com Eric, ela se mudou para seu antigo quarto e estamos aqui, dividindo as contas. Até agora, foi a pessoa que ficou mais feliz em saber que teremos uma garotinha em breve chorando pela casa afora: ela sempre quis uma sobrinha!

O Luke me deu uma câmera fotográfica, minha primeira digital! Disse que é pra eu registrar todos os momentos em que ele não estiver presente. Achei poético, até demais pra ele, mas talvez a paternidade esteja amolecendo o coração do futuro papai também.

Senti o Philip chutar logo depois de soprar as velas é muito mágico e um pouco estranho sentir isso na barriga de outra pessoa, mas mais estranho ainda sentir na minha.

Com amor e saudades de tomar café,
Monica e Bebezinha Gilbert (em breve de lacinho!)

Um comentário:

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